Do Antigo Egito até os dias de hoje


Não é de hoje, que plantamos diferentes espécies para nossa alimentação ou mesmo apreciação. Há muito, muito tempo desejamos trazer o verde para nossa casa...


No Antigo Egito por exemplo, o faraó já possuía cultivos em torno de sua moradia. Como representado a seguir, observamos a vegetação utilizada: a planta papiro (que dava origem ao antecessor do papel), árvores frutíferas, lótus, tamareiras, videiras e os sicômoros (um tipo de figueira). Abaixo, vemos o paradisíaco jardim do egípcio Sennufer, em que o contato com água era frequente por meio de tanques, devido à necessidade perante o clima egípcio. Quem não lembra de filmes mostrando desertos e oásis? E as miragens em meio ao clima árido?



A imagem acima é referente ao Sennufer's Garden e é a ilustração mais famosa de um jardim egípcio e o mais antigo plano preciso de um jardim do mundo


Através dos fragmentos arqueológicos podemos notar que desde a antiguidade essas áreas eram planejadas.

O jardim acima é considerado o mais antigo plano preciso de um jardim, representado com algumas distorções em relação ao modo atual de representação: a porta de entrada (com um retângulo vermelho) confunde-se com o resto do jardim.


No papiro abaixo observamos o modo curioso pelo qual os antigos moradores da região do Nilo representavam as espécies vegetais: com a vista lateral ou o corte médio rebatido sobre o solo. Na atualidade, quando projetamos uma área verde, desenhamos as árvores vistas de cima, como se fosse uma visão de drone. Muito interessante notar também pássaros ao lado de peixes sendo vistos “de frente”, junto de plantas aquáticas.


Sabemos pela História, que o desenho em perspectiva foi desenvolvido muito tempo depois, no Renascimento. Todavia, tais documentos mostram como a humanidade precisa estar em contato com a natureza e pode utilizar plantas alimentícias, além das ornamentais em suas casas: os jardins produtivos – falados nos dias de hoje – nos acompanham a muito tempo.


"O jardim", afresco do túmulo de Nebamun, originalmente em Tebas, Egito, agora no Museu Britânico, Londres, Reino Unido Pintura em gesso, 72 x 62 cm

"O jardim", afresco do túmulo de Nebamun, originalmente em Tebas, Egito, agora no Museu Britânico, Londres, Reino Unido

Pintura em gesso, 72 x 62 cm



Assim como em outras áreas históricas, o Paisagismo também traz diversas particularidades ao longo do tempo. Cada lugar do planeta reflete no jardim as ideias que circulavam naquele momento histórico. Assim, se já no Egito Antigo havia a necessidade de trazer as plantas para perto do ser humano, nos dias de hoje, mais ainda – por diversas razões – precisamos resgatar ou manter o cultivo de diferentes espécies paralelamente ao uso de nossos lares.


SAIBA MAIS EM:


- PAIVA, Patrícia Duarte de Oliveira. PAISAGISMO: Conceitos e Aplicações. Lavras: Editora UFLA, 2008

- JELLICOE, Geoffrey & JELLICOE, Susan. EL PAISAGE DEL HOMBRE: La Conformación del Entorno desde la Prehistoria hasta nuestros días. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 1995

- FARIELLO, Francesco. LA ARQUITECTURA DE LOS JARDINES: De la Antiguedad al siglo XX. Barcelona: Editorial Reverté, 2008


* No Curso Modular, abordamos o tema da História dos Jardins. Traga suas dúvidas!


Autor:

OZIEL ROCHAR KARNOPP

Acad. da Arquitetura e Urbanismo – UFRGS

Técnico em Paisagismo – Colégio Politécnico da UFSM

Contato:

https://www.facebook.com/oziel.rochakarnopp

cel: 054-981102798

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